07 novembro 2011

figuras de sintaxe ou construção - 9ºano

Elipse

É a omissão de um termo ou de uma oração inteira que já foi dita ou escrita antes, sendo que esta omissão fica subentendida pelo contexto.

Exemplos:

- Sobre a mesa, apenas uma garrafa. (omissão do verbo haver.)

- Esta garota veio sem pinturas, uma saia rosa, um moletom, sapatos vermelhos. (omissão da palavra com.)

Curiosidade: Em diálogos também é usual a elipse: na bilheteria de um teatro, apenas perguntamos "- Quanto custa?". O contexto, a situação em que foi feita a pergunta leva-nos ao termo omitido - "a entrada".

Zeugma

É um caso específico da elipse. Ocorre quando o termo omitido já tiver sido expresso anteriormente.

Exemplos:

O mar é lago sereno O céu, manto azulado

(Casimiro de Abreu)

(omissão no 2º verso do verbo ser.)

- Precisarei de vários ajudantes. De um que pinte a parede e de outros que tomem conta das refeições. (houve zeugma do termo ajudante e ajudantes)

- Você me corta um verso, eu escrevo outro. (zeugma do termo verso: "eu escrevo outro verso.")

Polissíndeto

É a repetição expressiva da conjunção coordenativa. Todo uso repetido da conjunção e constitui um polissíndeto.

Exemplos:

Vão chegando as burguesinhas pobres, e as crianças das burguesinhas ricas, e as mulheres do povo, e as lavadeiras (Manuel Bandeira)

E o menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata, e abusa de toda paciência nossa deste mundo!

Assíndeto

É a inexistência de conectivo (conjunção) para criar um efeito de nivelamento e simultaneidade entre os detalhes apreendidos. Toda omissão da conjunção e constitui um assíndeto.

Exemplos:

- Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios.

- O musicista foi ao clube, tocou seu instrumento, agradou, foi embora.

 

- Fomos, vimos o lugar, comentamos com o porteiro, saímos sem dizer nada.

Pleonasmo

É uma repetição que envolve uma redundância, isto é, repetição desnecessária que ocorre para dar ênfase.

Exemplos:

- Estou vendo terra com meus próprios olhos!!!

 

- A mim ninguém me engana.

Observação: O pleonasmo vicioso ("entrar para dentro", "subir para cima") é um defeito de linguagem.

Inversão ou Hipérbato

É a inversão da ordem natural e direta dos termos da oração.

Exemplos:

- Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube. Ordem direta: O casal de apaixonados dança no clube à noite.

- Aves, Desisti de ter! Ordem direta: Desisti de ter aves !

Anacoluto

Toda falta de nexo sintático entre o princípio da frase e o seu fim provoca um anacoluto. Ocorre geralmente quando o sujeito fica sem predicado e quando se usa um verbo no infinitivo, com sua repetição no meio da frase.

Exemplos:

- Eu parece que estou ficando zonzo.

- Morrer, todo o mundo vai morrer.

Silepse

É uma figura de sintaxe e ocorre quando a concordância é feita pelo sentido e não pela forma gramatical, como a própria etimologia da palavra explica.

Podemos ter silepse de número, de gênero e de pessoa.

a) Silepse de número: O caso mais comum ocorre quando o sujeito é um coletivo ou uma palavra que, apesar de estar no singular, indica mais de um ser.

Exemplos:

- "O povo lhe pediram que se chamasse Regedor." (Fernão Lopes) povo = singular pediram = plural

- "...e o casal esqueceram que havia mundo." (Mário de Andrade) casal = singular esqueceram = plural

- O quarteto cantaram velhos sucessos. quarteto = singular cantaram = plural

b) Silepse de gênero: Os casos mais comuns são os de predicativos que concordam com a idéia que está implícita, e não com a forma gramatical.

Exemplos:

- São Paulo é muito fria. (fria concorda com a palavra cidade)

- Fulano é um criança. Fulano = masculino criança = feminino

- Vossa Alteza é muito bondoso. Vossa Alteza = feminino bondoso = masculino

c) Silepse de pessoa: Ocorre principalmente quando o sujeito expresso aparece na terceira pessoa e o verbo na primeira pessoa do plural; a idéia é que o narrador integra o sujeito.

Exemplos:

- Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins público. cariocas = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa

- Os jogadores somos incompetentes jogadores = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa

Diácope (Epizeuxe)

Repetição seguida de uma mesma palavra, podendo, de acordo com alguns teóricos, haver vocábulos entre elas.

Exemplos:

- Saia, saia já daqui, não quero vê-lo mais...

- Largue, vamos, largue esse vício.

Epístrofe

Repetição da mesma palavra ou expressões no final de cada oração ou verso.

Exemplo:

- No mundo, as idéias são perigosas. Na vida, as vontades são perigosas.

Assonância

É a repetição de vogais na mesma frase.

Exemplo:

- "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral" (Caetano Veloso - Araçá Azul)

Aliteração

É toda repetição de consoantes ou de sílabas em um verso ou uma frase.

Exemplos:

- O rato roeu a roupa da rainha rapidamente, Roque?

- Vozes veladas, veludosas vozes, vórtices vorazes...

Paranomásia

É o encontro de palavras com sons quase idênticos, mas de significados diversos.

Exemplo:

- Foi feito o corte para manter a corte.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Figuras de construção
Elipse

Consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

Zeugma

Consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

Polissíndeto

Consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (...)”

Inversão

Consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase. “De tudo ficou um pouco. Do meu medo. Do teu asco.”

Silepse

Consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se sebentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero Vossa Excelência está preocupado.

• De número Os lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

Anacoluto

Consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

Pleonasmo

Consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. “E rir meu riso e derramar meu pranto.”

Anáfora

Consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer”

Fonte: www.tradutorweb.com.br/Portal São Francisco

Figuras de Construção

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Sandra M. Magnani e Maria Odila, professoras de Língua Portuguesa no colégio Madre Cabrini ( S.P ).

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